28/03/2017

A "Traça" do meu Guarda-roupa || Personal



Se me perguntassem, achas que te vestes para a idade que tens? 


Há idade para isso? É que eu tenho um guizo na cabeça a "tlin tlin!" que sim. Parvoíce minha eu sei, e combinando com o (ainda) "secretamente observar a vizinha do lado" e inevitavelmente comparar-me a ela, tenho dias que duvido de mim mesma. Oh porra, eu só começei a usar batom com cor aos 22! E porque lancei-me de cabeça, um pouco inspirada pela auto-estima da "grav3yard girl" e aquele estilo awesome da Lorde com aqueles lábios roxos. Mas já me pintava a partir dos 18, só faltava mesmo os lábios.

Nunca me proibiram de vestir seja o que for, eu simplesmente andava com o que me sentia mais confortável - básicos e básicos, e mais básicos - juntando a sapatilha até no verão. Só não ia para a água salgada com elas porque pronto. Saias, calções, sandálias sempre foram uma luta até 2012. A auto-estima sem dúvida que é a peça-chave.

Hoje, chiça que estou bem melhor, até já vestidos uso (mas ainda evito, verdade seja dita). O berbicacho que meto no meu caminho agora é a questão da idade. Eu recuso os saltos altos. Tenho um par, e só os calcei duas vezes, porque dessas duas vezes quase beijei o chão com os dentes. Não fui feita para saltos. Mas a questão aqui é, todo o conjunto. (Mulher é mulher, com ou sem saltos!)

Digo a toda a gente, adorava que o meu guarda-roupa fosse todo da Mango (como digo daqui digo Zara ou outra qualquer). Mas nem uma peça eu tenho de lá, acreditam? Meti na cabeça que tenho de ser como outra pessoa. 

Não me vou pôr com enrolos... Aqui é para ser sincera convosco e pronto.
*high five a quem de alguma forma se identificar com o que vou dizer* 

A verdade é que meti na cabeça que preciso de estar mentalmente noutro nível, para meter aquela roupa em cima. O guarda-roupa que tanto quero, minimalista, tudo dentro do preto, branco e cinzento... Aqueles conjuntos awesome se pesquisar-mos "minimal outfit" no Pinterest... Convenci-me que tenho de estar noutro patamar. Sim, agridam-me porque estou a falar brutas asneiras - sim, "só não compras porque não queres" - não compro porque tenho uma traça que as come. E a "traça" está é cá dentro. 

E isto vem da Universidade. (A coisa adormeceu entretanto, e agora que me apercebi que estou cada vez mais perto dos 30 - eh bruta ainda tu vais fazer 26! - acordei.) Eu adorava uma professora minha. Adorava a sua "picuinhice". Aquela atitude perfecionista que enjoava o próximo. Aquela confiança bruta que transparecia ao falar e a caminhar (por vezes de nariz mais acima que o suposto)... Eu queria ser como ela! E vem aí parte fútil, o seu guarda-roupa. Era este minimalismo. Não me lembro em dia algum tê-la visto de calça de ganga. Para mim ela passava despercebida com as roupas que usava mas daum!, a auto-confiança que ela tinha, até a roupa parecia badass

Tal como ela, tinha uma outra professora, com um estilo completamente diferente. Mais "hippie"? Imaginem a loja Natura por cima dela. A auto-confiança era a mesma. Entendem onde quero chegar? 

E é por isso que digo que tenho de atingir outro patamar. Quero a auto-confiança que ela tem, para me sentir bem com o guarda-roupa coerente.

***
Eu acho que este despejo "emocional" foi o equivalente a beijar o chão com dentes. Parece que estou a dar uma repreenda a mim própria.  "Ah bandida, não tens um estilo próprio, vou dar-te um 'enxerto de porrada!". Lá está, a auto-estima é chave! *risos* Consideremos isto um desafio para 2017 - a Alice renovar o guarda-roupa.


5 comentários:

  1. Se gostares da roupa que vestes a confiança acaba por vir naturalmente... ou pelo menos ajuda! Isto vêm duma pessoa que há mais de 10 anos que não consegue comprar roupa que eu goste e que me sirva na cidade onde vivo (porque ser plus size e encontrar roupa gira é o diabo a sete... mas isso é outro assunto). Quando fui estudar para Lisboa a H&M parecia o paraíso, comecei a ter mais confiança no que vestia e escolhia. Mas mesmo assim só quando comecei a atirar-me para as roupas plus-size da ASOS é que realmente comecei a sentir-me mais eu, mais na minha pele, mais no estilo que eu quero ter. (Esta última parte foi só a partir de 2014)
    Sou da opinião que não preciso de saltos para me sentir mulher ou sexy. Prefiro estar confortável e o resto virá naturalmente!
    Beijinhos!

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  2. Percebo perfeitamente o que queres dizer. Eu sinto um pouco o mesmo. Acho que já não tenho idade para certas roupas, mas não tenho a personalidade que as roupas seguintes pedem. Não sei explicar bem x)

    THE PINK ELEPHANT SHOE // INSTAGRAM //

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  3. Tem mesmo tudo a ver com a confiança e com a auto-estima e olhando para ti miúda não tens que ter problemas com nada! Eu também tenho sempre um pouco essa mania porque parece que tenho sempre 15 anos. Por vezes também adoro certo tipo de roupas mas depois se as vestir parece que elas perdem a "personalidade" porque a verdade é que gosto mas não são verdadeiramente o meu género. Temos que nos amar primeiro, depois escolhemos a roupa que amamos e é o casamento perfeito! :D

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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  4. "Quero a auto-confiança que ela tem, para me sentir bem com o guarda-roupa coerente."
    Não diria de outra forma! Ainda estou perto dos 20, porém, vejo tantas colegas a envergar outfits fantásticos e penso "Quem me dera conseguir vestir aquilo". E chego sempre à conclusão que só não consigo porque eu sou a minha própria barreira. É muito chato e, principalmente, cansativo debater-me comigo mesma.
    Obrigada pela partilha Alice. É bom identificarmo-nos com alguém!!!

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  5. Já tinha lido este post há uns tempos e entretanto nunca mais me lembrei de vir cá deixar-te os meus five cents no assunto. Honestamente, acho que muitas vezes queremos ser como x ou y e nem nos apercebemos que podemos ser nós mesmas e isso é tão ou mais cool :) e olha que eu vejo em ti uma miúda cheia de pinta, relaxada e acessível, e isso não tem nada de mau! E com todos os motivos para ser confiante, seja de sapatilhas ou, se te der na telha, com uns tacões de 15 cm. Arrisca, sem medo, coma certeza de que, se tu gostares, tens tudo o que importa! Não sou uma rainha do self-love, mas uma coisa é certa: quando deixas de te importar com o que os outros pensam, torna-se tudo muito mais fácil!

    Jiji

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