17/06/2016

5 lições antes dos 25 || Personal


A vida sabe mesmo como ensinar-nos lições de vida. A sacana comigo por exemplo, faz o gosto de me ensinar de uma forma tão brusca, que até vou compará-la a uma injecção de penicilina na "borda do rabo". Essas são aquelas que_ numa questão de dias fica entranhado e nunca mais se esquece. Outras é preciso bater com a "mioleira"  na parede várias vezes até que entranhe, chegando ao ponto em que - caso se repita - já não nos afecta tanto.

- Pois bem, os vinte e cinco estão quase aí e como ando numa de "reflexões" (é sempre assim quando se aproxima o aniversário), porque não partilhar convosco  5 coisas que aprendi até agora? (Ou cinco "injecções no rabo" vá.)

1. Nós criamos os nossos próprios limites. (Começo logo com esta porque é muito pertinente.) Aquela conversa do "ai não consigo", isso já é da praxe! Todos nós dizemos isso, é normal quando somos confrontados com algo que nunca fizemos. Mas quando é dito muitas vezes... Este ano tenho batalhado muito, mas muito, para desligar essa maneira de pensar, e o que não tem faltado são "abanões" para acordar de uma vez por todas.

2. Controla as tuas emoções. Isto tem mais que se lhe diga. Há coisas e coisas. Há coisas que mais vale estar calado e desabafar para o papel. Outras que falamos quando precisamos, porque guardar cá dentro é que não. Importante é também filtrar os pensamentos e as palavras.

3. A felicidade vem de nós, e não dos outros. Se até o acto de sorrir depende dos nossos músculos das bochechas, isto é basicamente o corpo a dizer que a felicidade tem de vir "de dentro". *Eu e as minhas lógicas da batata!* ELA TEM DE VIR DE TI E SÓ DE TI. Não são as outras pessoas que pegam nas nossas bochechas e desenham um sorriso. Não... O papel de quem te rodeia é complementar essa felicidade, e não ser a origem. 

4. Sair da zona de conforto sabe bem! É verdade, fazer algo - por mais simples que seja - fora da nossa rotina faz-nos bem. Usar uma peça de roupa que achavas tu não fazer o teu género e afinal sentes-te linda com ela... Deixar o batom hidratante de lado e usar um colorido... Experimentar uma receita nova… Visitar um lugar novo sozinho/a... Todas essas pequenas coisas, parecendo que não, fazem diferença.

5. A Expectativa é uma arma autodestrutiva. Inevitavelmente criamos expectativas sobre (quase, quase!) tudo. A nossa cabeça cria os cenários que queremos, e isso nunca é bom. Claro que quando a expectativa é negativa, e as coisas afinal correm bem - não há melhor sensação de alívio como a: “E eu a pensar que isto ia dar para o torto!”. Mas quando as expectativas são positivas e a coisa não corre como queremos… Custa muito eu sei. Mais vale fazer um esforço e (tentar) não criar expectativas nenhumas. Que tudo seja surpresa, e que vá com a maré.

E vocês? Alguma lição que queiram partilhar aqui e que ainda hoje vos é importante? 

podem encontrar-me aqui:

12 comentários:

  1. Se escrevesse este texto provavelmente falaria quase nas mesmas coisas! A lição que me tem marcado mais nos últimos tempos é mesmo a primeira. Eu sofro muito por antecipação. Mas chega o momento em que me atiro de cabeça e olha, normalmente corre bem. A vida gosta de nos ensinar as coisas à pancada mesmo! Já a número quatro acho que só aprendi depois de ter criado o blog :p

    Jiji

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    1. Somos duas com essa condição tramada. O stress é muito e desnecessário. E quando me referia ao sair da zona de conforto, admito que o blog também me ajudou nisso. <3

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  2. Obrigada por me relembrares tanta coisa! A das expectativas foi mesmo difícil de entranhar mas lá cheguei e oh sou tão mais feliz.

    A felicidade vir de dentro faz todo o sentido ta? A felicidade não é bens materiais nem dinheiro nem coisas. Soa a cliché mas é tão verdade.

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    1. De nada! :D Podes crer que é verdade! Agarramo-nos tanto aos materiais que se torna difícil desapegar! Eu quero definitivamente acabar o ano e terminar com esta coisa das expectativas, isto já me dá cabo da cabeça! Bjs

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  3. Eu adoro este tipo de publicações! Obrigada por isto :)

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  4. Essa melancolia pré-aniversário é tão coisa que passo sempre com o meu namorado ahah.
    Admito que da lista, o primeiro é o mais difícil para mim. Contudo, para contrabalançar, já consegui master as minhas expectativas! Adoro que tenhas falado do sair da zona de conforto (lembrei-me do post dos batons), realmente é algo super difícil mas 90% das vezes compensa sempre!

    Marta Rodrigues, Majestic

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  5. escolheu bem as reflexões! são a mais pura verdade ;)

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  6. Concordo a 100% com os pontos 1 e 3. Sem dúvida que a primeira pessoa a pôr limites daquilo que conseguimos fazer somos nós próprios, o que é uma pena... Acredito mesmo que se pensarmos que conseguimos, acabamos mesmo por ser capazes. Um bocadinho de confiança nunca fez mal a ninguém :) E sim, a felicidade vem de dentro, tão verdade! Não podemos esperar que alguém ou alguma coisa nos faça felizes. Se não o formos por nós, não vão ser outras pessoas ou coisas que nos vão trazer essa felicidade. É como disseste, podem complementar mas não ser a origem!

    Em relação a criar expectativas... Tenho uma opinião um pouco diferente. Claro que não é saudável criar expectativas totalmente irrealistas, que depois quando não se verificam nos deixam tristes. Mas há coisas que espero de pessoas, por exemplo. São expectativas, na realidade, não sobre cenários ideias que gostaria que acontecessem, mas sobre atitudes e comportamentos. Pode ser visto um pouco como um padrão de qualidade :)

    Uma coisa que eu aprendi foi que toda a gente importa e uma palavra simpática faz toda a diferença no dia de alguém. Seja o director de uma empresa, ou o empregado que faz a limpeza. Ninguém deve ser invisível. Um "bom dia", "obrigado", "se faz favor" fica sempre bem e não nos custa nada ;)

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    1. Sim, concordo contigo no que toca ao "padrão de qualidade"! Eu falei de uma forma muito geral, mas aplico a questão das "expectativas" nas pessoas também. O que não falta são surpresas nesse aspecto também.

      E é verdade quando uma palavra simpática faz toda a diferença! São várias as vezes que cumprimento as pessoas e são poucas a que respondem de volta, mas ao menos fiz o meu papel e sinto-me bem com isso. O mesmo é quando temos uma boa atitude, dando um exemplo mais simples: deixar alguém passar na fila, ou dar prioridade aos mais velhos nos transportes.

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